Conteúdo para toda família

Dermatologia

COMO COMBATER

A HIPERIDROSE

DRA. NATÁSSIA PIZANI

Médica  formada pela Universidade Federal Fluminense, Especialista em Dermatologi pela Universidade Federal Fluminense, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

Consultoria

Rua Cel Joaquim Costa,  215

Telefone: (35) 3551-0414

Guaxupé

Por causa das mãos sempre molhadas, cumprimentar alguém pode provocar uma sensação desagradável tanto em quem faz quanto em quem recebe o gesto de cordialidade. Outras vezes, o problema se manifesta nas axilas e não há elegância que resista à roupa com marcas de suor debaixo dos braços. Apesar de não acarretar prejuízos à saúde, a hiperidrose é motivo de constrangimento para muitas pessoas.

 O suor é fundamental para o controle da temperatura interna do organismo. Quando ela sobe, os centros cerebrais responsáveis pelo equilíbrio térmico detectam esse aumento e fazem a pessoa suar. Assim, a evaporação da água que se formou na pele alivia a sensação de calor.

Algumas pessoas, no entanto, manifestam uma sudorese excessiva que interfere em seu convívio social. Nestes casos, a transpiração vai além do necessário para o controle térmico e por vezes é desencadeada até mesmo sem que haja um aumento de temperatura. Trata-se da condição conhecida como hiperidrose.

 O controle da sudorese é involuntário e determinado pelo sistema nervoso autônomo, aquele responsável pelas batidas do coração, pelo ritmo respiratório e por outras funções que exercemos sem nos dar conta de que estão sendo realizadas. Dessa forma, um estímulo nervoso é conduzido até as glândulas sudoríparas estimulando a produção de suor.

Para interromper este processo, atualmente existem duas modalidades de tratamento bastante eficazes: a cirurgia e a aplicação de toxina botulínica.

 A cirurgia classicamente é realizada através da secção de um ramo do nervo simpático, responsável pela pela condução do estímulo até as glândulas sudoríparas. Chama-se simpatectomia. É um procedimento definitivo mas, como toda cirurgia, não é isento de riscos e complicações como, por exemplo, a hiperidrose compensatória, isto é, aumento considerável da transpiração em outros locais para compensar a ausência de suor na área tratada.

Outra opção de tratamento é a toxina botulínica, a mesma utilizada para finalidade estética. Trata-se de uma modalidade bastante segura e sem riscos de efeitos adversos como a hiperidrose compensatória, já que o estímulo nervoso para a secreção de suor permanece intacto. É como se a toxina desligasse apenas as glândulas sudoríparas, de modo que o efeito é local.

A aplicação de toxina botulínica tem se tornado o método de escolha em muitos pacientes, pois  é um procedimento minimamente invasivo, de baixo risco, rápida execução, feito em consultório e sob anestesia local, com o máximo de conforto para o paciente. Os efeitos começam a ser notados a partir de 72 horas e reaplicações podem ser feitas a cada 6 a 12 meses.

 

 

INSTAGRAM

Curta esta página no Facebook

Poste no seu Twitter

© EDITORA MÍDIA LTDA | Av. Conde Ribeiro do Valle, 255 | 2º Andar | Sala 8

Telefone: (35) 3551-2040 | Cep 37800-000 |  Guaxupé | MG