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Dermatologia

Queda de cabelos

em mulheres

DRA. NATÁSSIA PIZANI

Médica  formada pela Universidade Federal Fluminense, Especialista em Dermatologia  pela Universidade Federal Fluminense, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia

 

Consultoria

Rua Cel Joaquim Costa,  215

Telefone: (35) 3551-0414

Guaxupé

Alopécia Androgenética (AGA):

É caracterizada por uma alteração do ciclo do cabelo levando a miniaturização dos folículos pilosos, isto é, os fios grossos e escuros aos poucos evoluem para fios finos, curtos e despigmentados. É o tipo de queda de cabelo mais comum em ambos os sexos.

Nas mulheres, a participação hormonal é incerta, mas acredita-se que exista uma desordem hormônio dependente e estímulos de hormônios androgênios que atuam no folículo piloso. Além disso, há uma origem genética cujo mecanismo ainda não está totalmente esclarecido, mas a herança pode ser tanto materna como paterna.

Na mulher, os sinais clínicos costumam aparecer por volta dos 30 anos, com progressiva piora após a menopausa. Observa-se um afinamento difuso dos fios, que poupa a linha frontal, perda de volume e aparecimento do couro.

O tratamento visa retardar a evolução da doença e melhorar a cobertura do couro cabeludo. Medicamentos antiandrogênicos e aqueles que estimulam o aumento da fase de crescimento dos fios são os pilares do tratamento.

 

Eflúvio Telógeno:

O Eflúvio Telógeno (ET) junto com a AGA são as causas mais comuns de queda de cabelo nas mulheres. É resultado de uma queda exagerada dos fios que ocorre 2 a 4 meses após um estímulo desencadeante que faz com que ocorra um desequilíbrio no ciclo do folículo piloso e os fios passam a cair de forma sincronizada. Os pacientes perdem cerca de 25 a 35% dos cabelos. Quando cerca de 50% dos fios caem, a rarefação capilar começa a ser percebida.

Vários fatores desencadeantes podem estar envolvidos, dentre eles o pós-parto, doenças febris, alterações sistêmicas, anestesias, cirurgias, parada do uso de anticoncepcionais, alguns medicamentos, dietas muito restritivas, stress emocional, entre outros.

A principal queixa do paciente é a queda expressiva do número de fios. Pode haver dor no couro cabeludo em até 30% dos casos. O ET agudo em geral dura 3 meses e apresenta recuperação completa sem necessidade de intervenção. O ET crônico dura geralmente mais de 6 meses e pode durar anos. Ocorre mais em mulheres próximas da menopausa e requer investigação e tratamento dos fatores desencadeantes. Em alguns casos a alopecia androgenética pode se sobrepor ao Eflúvio, dificultando o diagnóstico da queda de cabelo.

É importante observar que, com a chegada da menopausa e as alterações hormonais, é comum que os fios fiquem mais ralos. Há diminuição da densidade dos cabelos e a duração da fase de crescimento dos fios é menor.

O tratamento consiste na eliminação do fator desencadeante. Suplementos vitamínicos não estão indicados de forma aleatória no ET. Corticoides tópicos podem ser utilizados, bem como o uso de minoxidil para o auxílio na recuperação.

 

Alopécia Areata (AA):

Afeta 0,1 a 1,7% da população mundial em algum período da vida. Acomete homens e mulheres em todas as faixas etárias. É uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo em placas. Diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética e participação autoimune.

Clinicamente há perda brusca e completa de pelos em uma ou mais áreas do couro cabeludo, podendo afetar também áreas como a barba, supercílio, púbis. Observam-se placas de perda de cabelo, com pele lisa e desnuda, geralmente circulares, com 1 a 5 cm de diâmetro. A alopecia areata pode estar relacionada com anormalidades sistêmicas, sendo a alteração de tireóide a doença mais comum. Outras doenças e distúrbios genéticos associados são: Vitiligo, Atopia, Síndrome de Down, Lúpus etc. Ela pode ter um componente emocional como desencadeante do quadro, especialmente em crianças.

Diversos tratamentos estão disponíveis para alopécia areata, desde o uso tópico de corticoides, minoxidil e antralina, uso de imunoterápicos tópicos e também a infiltração intralesional com corticoides. Casos mais extensos podem necessitar de tratamento via oral.

 

Tratamento Geral

Há medicamentos tópicos, vitaminas e procedimentos para tratar e prevenir a queda, que incluem o uso de laser, luz LED, microagulhamento, infusão de medicamentos na pele (drug delivery), dependendo da gravidade e do tipo de queda.

Antes de iniciar o tratamento é importante avaliar e investigar as questões envolvidas e tratar outros fatores que pioram o quadro, como dermatite seborreica, deficiência nutricional, alterações sistêmicas e danos na haste.

O ideal é procurar ajuda médica no primeiro sinal de rarefação dos fios. O especialista fará o correto diagnóstico e tratamento.

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