Conteúdo para toda família

Fisioterapia
Prof. Dr. Luiz Henrique G. Santos

Dor persistente

tem tratamento?

 

Coordenador do curso de Fisioterapia do UNIFEG

Diretor clínico do Instituto Sulmineiro de Cabeça e Pescoço

 

Rua Cel JoaquimCosta, 115

Telefone: (35)99182-7771

Guaxupé MG

Entenda os fatores que influenciam

na cronificação da Dor

 

A dor é considerada um alarme do sistema nervoso, capaz de sinalizar que algo de errado esta acontecendo em um ou mais estruturas do nosso corpo. Esta percepção muitas pessoas já apresentam em relação ao próprio corpo e a condição de dor. A dor é considerada um produto do nosso cérebro, ou seja, apesar de haver uma lesão em um tecido do nosso corpo, não significa que deveria obrigatoriamente ter dor. Pode parecer estranho em um primeiro momento, mas não há uma relação tão direta assim entre DOR e DANO tecidual.

Perder um parente é doloroso, tomar um fora da namorada também, ver um filho tomar uma injeção também pode ser doloroso. E em nenhum desses exemplos existe lesão.

Em contrapartida, quantas vezes você já se machucou e se surpreendeu por não sentir dor? Quantas vezes você se deparou com um hematoma na pele e nem sabe o que houve para ele estar ali? São exemplos de lesão sem dor.

Imagine estar na sala da sua casa, assistindo confortavelmente um filme no sofá quando de repente a porta abre e entra inesperadamente um leão selvagem?

Você não sabe o que fazer. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

Seus níveis de ATENÇÃO e PERIGO estão altos. HIPERVIGILÂNCIA é quando estamos assim, em um estado de constante vigília por causa de algo, inclusive a DOR, e significa que passamos a viver com um LEÃO dentro da nossa sala.

Esse é um dos comportamentos mais adotados por pessoas com dores persistentes e pode se manifestar de diversas formas. Estes comportamentos de atenção plena a dor estão muitas vezes relacionados às informações que os profissionais da saúde oferecem aos pacientes quando eles os procuram para informações sobre suas condições clínicas. Este ano saiu uma revisão sistemática que aponta que os fatores mais associados a cronificação de uma dor são informações do tipo: “Sua doença é grave, não tem cura, você precisa fazer repouso”, “Evite fazer força, pois pode sobrecarregar a sua coluna (joelho, quadril, ombro...)”, “Você tem dores crônicas em mais de 12 pontos, isso é Fibromialgia, uma doença de difícil tratamento e sem cura”. Estas falácias muito comuns no ambiente de saúde proporcionam condições como a Cinesiofobia e Catastrofização. A cinesiofobia é conhecida como o medo do movimento, e esta associada muitas vezes às informações “ruins” que recebemos quanto ao diagnóstico do nosso problema. Os construtos conhecidos da catastrofização são: a ruminação, a magnificação e o desamparo, seu conhecimento na pratica clinica é de grande importância, pois foge do desentendimento que a parte psicossocial esta relacionado apenas as doenças psicológicas ou problemas sócio-econômico-ambientais que muitas vezes podemos ajudar, mas os especialistas de atuação para essas condições seriam outros profissionais.

Essa mudança parte da quebra da explicação de que a dor é apenas um problema estrutural, e por isso sua compreensão da dor como um produto influenciado por fatores Bio-Psico-Sociais, facilita a visão mais ampla e muda a forma de direcionamento do tratamento. Quando o paciente entende o processo que leva a cronificação da dor, temos grandes possibilidades para a evolução clínica. Já parou pra pensar quanto tempo a dor já tirou da sua vida?

De uma forma geral a maioria das pessoas com dores persistentes reconhece o impacto negativo que a dor lhes causa e o já deixaram de fazer no dia a dia. A literatura cientifica mundial informa que, pacientes com dor persistente devem ser atendidos por profissionais que possuem um bom raciocínio clínico acerca das técnicas de terapia manual e exercícios. Expor os pacientes gradativamente a um programa de exercícios ativos e incentivar o máximo de autonomia dos pacientes para que o retorno às atividades seja gradativo e constante. Com as pesquisas científicas que temos evidenciado, podemos ter uma certeza, quanto mais tempo o paciente for orientado á repouso ou à técnicas passivas de Fisioterapia, excesso de medicamentos e pedidos de exames por imagem, mais tempo ele será exposto á condições que colaboram com a cronificação da dor.

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