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Oftalmologia
Instituto Nehemy Costa

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O GLAUCOMA

O glaucoma não apresenta sintomas e há perda progressiva e lenta da visão. Na forma aguda, pode apresentar dor intensa e vermelhidão nos olhos além de provocar vômito. Neste caso a cegueira pode se instalar em dois ou três dias. Na congênita, a criança já nasce com o problema e necessita de tratamento precoce.  Pode se desencadear por meio de outras doenças ou pelo uso de medicamentos, como por exemplo, os corticóides.

Glaucoma  é definido como um grupo de doenças que afeta o nervo óptico em um padrão característico. A pressão intraocular elevada é um fator de risco significativo para o seu desenvolvimento, não existindo, contudo, uma relação causal direta entre um determinado valor da pressão intraocular e o aparecimento da doença.

Portanto, uma pessoa pode desenvolver dano no nervo com pressões relativamente baixas e outra pode ter pressão intraocular elevada durante anos sem apresentar lesões. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano irreversível do nervo óptico, causando uma perda progressiva do campo visual que pode progredir para cegueira.

Existem vários tipos de glaucoma. O mais comum é o chamado Primário de Ângulo Aberto, frequentemente sem sintomas. Normalmente, é associado a uma pressão intraocular maior do que 21 mmHg, dificultando a circulação de sangue pelo nervo óptico. Em um terço desses glaucomas a pressão intraocular está dentro do normal. Esses casos são chamados de Glaucoma de Pressão Normal.

Outro tipo - o de Ângulo Estreito - é caracterizado por aumentos súbitos de pressão intraocular. Isto ocorre em olhos geralmente pequenos, pela obstrução da saída do líquido do olho pela parte colorida (a íris). Na maioria das vezes causa dor e deixa a visão borrada, levando a perda visual irreversível dentro de um curto período de tempo. É considerada uma situação de emergência oftalmológica e requer tratamento imediato. Muitas pessoas o confundem com dor de cabeça, chegam a fazer tomografias e estão apresentando crises de glaucoma de ângulo estreito. Já o Glaucoma congênito é uma doença genética rara que atinge bebês. Apresentam olhos aumentados e córneas embaçadas.  O Glaucoma Secundário ocorre como uma complicação de várias condições como: cirurgia ocular, catarata avançada, lesões oculares, uveítes, diabetes ou uso de corticóides.

Por não ter sintomas distintos, uma complicação quase que inevitável do glaucoma é a perda visual, afetando inicialmente a visão periférica. No começo a perda é sutil, e pode não ser percebida pelo paciente. Perdas moderadas a severas podem ser notadas pelo paciente através de exames atentos da sua visão periférica. Isso pode ser feito fechando um olho e examinando todos os quatro cantos do campo visual notando claridade e acuidade e, então repetindo, o processo com o outro olho fechado.

Frequentemente o paciente não nota a perda de visão até vivenciar a “visão tunelada”. Se a doença não for tratada, o campo visual se estreita cada vez mais, obscurecendo a visão central e, finalmente, progredindo para a cegueira do olho afetado.

Esperar pelos sintomas não é o ideal. A perda visual causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida ou atrasada por um tratamento.  Pessoas com histórico familiar de glaucoma têm cerca de 6% de chance de desenvolver a doença. Diabéticos e negros são mais propensos a desenvolverem Glaucoma de Ângulo Aberto, e asiáticos o de Ângulo Estreito.

Todas as pessoas devem investigar glaucoma a partir dos 40 anos. Cerca de 50% das pessoas que sofrem de glaucoma não sabem disso. A doença apresenta uma prevalência de aproximadamente 2% de todas as pessoas acima desta idade. A verificação, normalmente, faz parte do exame ocular padrão feito por um oftalmologista. A verificação de glaucoma deve incluir medida da pressão intraocular, além do exame do nervo óptico em busca de lesões. Se houver qualquer suspeita de lesão no nervo óptico deve ser feita um exame de campo visual, paquimetria para avaliar a espessura corneana e documentar a anatomia com fotos ou tomografias do nervo.

Apesar da pressão intraocular elevada não ser a única causa do glaucoma, até o momento, diminuí-la é o principal tratamento, através de  medicamentos (colírios), laser (em alguns casos) e cirurgia.

A cirurgia convencional e mais comumente realizada para tratamento de glaucoma chama-se  trabeculectomia. Nela, uma câmara (bolha) é feita na parte branca superior do olho drenando o líquido dentro do olho para esta bolha, diminuindo a pressão intraocular. Em casos específicos também pode ser utilizado implantes/tubos.

O glaucoma consiste numa doença silenciosa, que apresenta sintomas tardios e irreversíveis, como a perda do campo visual. Desta forma, salientamos a importância do diagnóstico precoce através de um exame completo com seu oftalmologista.

 

Membro da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea (SOBLEC), Professora do Curso de Lentes de Contato "Professor Cleber Godinho", Médica preceptora do setor de ceratocone e Lentes de Contato do Instituto Penido Burnier.

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), médico coordenador do Departamento de Retina da Fundação Instituto Penido Burnier (Campinas), médico preceptor do Departamento de Oncologia Ocular (Unifesp)

 

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