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Equipe de carros elétricos da Unicamp conquista pódio em competição internacional

O guaxupeano Abdala Tauil,

diretor de projetos elétricos, comandou a equipe

A equipe E-Racing, formada por 60 estudantes da Unicamp, acaba de voltar de Lincoln (EUA) onde representou o Brasil na etapa internacional de Formula SAE - Society of Automotive Engineers, na categoria carro elétrico. Mesmo sem a pontuação da prova mais valiosa, a qual não puderam completar por uma falha elétrica, a equipe conquistou o 3º lugar entre os carros elétricos, dividindo o pódio com as consagradas MIT (Massachussets Institute of Technology) e University of Pennsylvania.

Para além da taça, o projeto brasileiro foi considerado pelos juízes como um dos melhores de toda a competição, e foi um dos dois carros elétricos homenageados na cerimônia de premiação. “Todos ficaram muito impressionados com a simplicidade do nosso projeto, e com as soluções que encontramos frente às dificuldades de fazer um projeto desse tamanho no Brasil”, conta Caio Lang, 19, aluno de engenharia mecatrônica e representante da equipe.

A E-Racing conquistou o direito de representar o país após conquistar o tetracampeonato da etapa brasileira da competição, realizada no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo em 2016, com pontuação recorde de 907 dos 1000 pontos possíveis na competição.

A equipe projeta e fabrica carros elétricos de corrida de alta performance desde 2011 e já conquistou reconhecimento no Brasil e prêmios internacionais. “Essa competição possui provas no mundo todo e também é muito forte na Europa. Atualmente, temos o recorde americano de aceleração e o recorde mundial de pontos em uma mesma competição (985,6 pontos de 1000)”, explica Abdalla Tauil, 20, aluno de engenharia elétrica e diretor da E-Racing. O grupo de estudantes tem se posicionado como a principal organização estudantil a desenvolver tecnologia para carros elétricos no País.

 A cada ano, a equipe projeta, desenvolve e manufatura um modelo inédito de carro elétrico. Entre os diferenciais do novo veículo, o quinto protótipo elaborado pelo grupo, está o arranque. “Nosso carro faz de 0-100 km/h em 3 segundos”, conta Abdalla.

 

Cenário

 

A equipe surgiu de 8 estudantes da Unicamp que faziam parte de outra equipe, a Formula SAE Unicamp, que trabalhava com carros a combustão.  Em 2011, eles saíram do grupo para participar da primeira edição da categoria elétrica. Hoje, graduandos em engenharia mecânica, mecatrônica, elétrica, da computação e física, se dedicam a organizar o empreendimento, estruturado em 3 grandes áreas: administrativa, elétrica e mecânica, que se subdividem em outras áreas mais especializadas.

Além da experiência, o projeto desafia os alunos a enfrentarem uma simulação de caso real de engenharia, preparando os estudantes para o mercado de trabalho e colaborando sobremaneira para o desenvolvimento de novas tecnologias. “Certamente, esta é uma tendência para o futuro, transformar toda a frota automotiva mundial em consumidora de energia limpa e renovável”, diz Abdalla.

Segundo especialistas, os veículos elétricos estão ultrapassando seus concorrentes a combustão interna em muitas dimensões importantes: com uma direção mais macia e com melhor aceleração, eles podem ser carregados em casa ou no trabalho, requerem menos manutenção, ajudam a solucionar os problemas da qualidade do ar e aumentam a autonomia energética de países importadores de petróleo. Prepare-se para uma revolução que está para acontecer e a tecnologia brasileira da Unicamp E-Racing já faz parte desta história!

 

Entenda como funciona a competição

 

Em 2004, a SAE BRASIL - Society of Automotive Engineers instituiu no país uma modalidade de competição universitária que já possuía grande notoriedade no exterior, a Fórmula SAE.

Nesse evento, estudantes de graduação e pós-graduação das Engenharias devem construir um veículo do tipo fórmula que atenda a determinadas especificações regulamentadas pela SAE Internacional. A competição do Fórmula Elétrico, assim como do Fórmula Combustão, visa incentivar o trabalho em equipe e fazer com que os alunos levantem fundos, planejem e analisem os custos através do desenvolvimento de um novo produto e, principalmente, aprimorar a formação profissional dos participantes buscando atender às futuras exigências do mercado, uma vez que engenheiros com conhecimento polivalente ainda são raros no meio profissional.

O veículo a ser desenvolvido é um monoposto com motor elétrico de até 80kW, alimentado por um conjunto de baterias, que passa por avaliações em provas estáticas e dinâmicas, dentre elas: concepção técnica, execução e montagem, aceleração, pista/corrida e viabilidade comercial.

O número de participantes vem crescendo a cada ano. Em 2011, a 8ª Competição de Fórmula SAE Brasil contou com a participação de 22 equipes inscritas; já em 2016 (12ª edição), foram 50 equipes.

 

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